14 de set de 2010

O real que não quero ver e o falso em que acredito

Esse texto é um trabalho para a disciplina Redação e Hipertexto II.

Fiz disso uma interpretação textual livre (lê-se divagação) sobre A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord, abordando a representação do real, a ilusão, a banalização do produto e perca do individual, além de um pouquinho de manipulação, é claro... ou algo assim.


O real que não quero ver e o falso em que acredito

Enquanto Debord no filme mostrava imagens de sua época ilustrando seus pensamentos sobre o que ele chamava de “A Sociedade do Espetáculo” eu me peguei pensando na “minha época”, no “agora”, como eu vivo e principalmente sobre o que eu faço.

Eu leio.

Agora me pergunte: por que eu leio?

Porque eu não gosto nem um pouco da realidade.

Na verdade, não sou nenhum tipo de pessoa alienada ou algo assim, mas a realidade chega a ser tão podre que prefiro me perder numa coisa falsa que é só minha:
A imaginação.

Adoro me deixar enganar por ela, criando lugares onde apenas eu posso pisar, pessoas que apenas eu posso falar... e mesmo quando eu leio um livro que todo mundo já leu, vou criar algo totalmente diferente e individual, com a qual eu possa me enganar até a próxima dose inconveniente de realidade, entre o virar de uma página e outra.

É óbvio que isso é intencional.

Quando um escritor escreve um livro, principalmente de Fantasia, a intenção é causar alguma reação ou sensação que nos faça acreditar que fazemos parte daquele mundo criado – mesmo que não seja verdade – já que é isso que torna um livro bom. E o vende.

E assim, talvez, um livro se torna filme.

Me tira do sério quando assisto um filme de algum livro que li. Porque nada é igual ao que imaginei, mesmo me encantando, ficando fascinada por toda emoção e comoção que aquilo causa e me sentindo parte daquilo... mais outros milhares de pessoas fazem o mesmo. Sou uma em um milhão de pessoas que queriam fazer parte daquele mesmo mundo e que o recriaram em suas próprias cabeças.

É aí que parte da minha ilusão se acaba e então é nesse momento que abro outro livro.

E começo a me enganar de novo.

Porque prefiro acreditar no falso que não vejo (só imagino) mas que pode se tornar real que no real que vejo e queria que não fosse verdade.


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P.s.: Se chegou até o final e não entendeu nada apenas digo para ler o conto Fan Fictions da Gabrielle Zevin na antologia Love is Hell.
Se tiver a oportunidade: leia.
Acho que resume tudo o que disse.

xoxo
Juliana

Um comentário:

Livia disse...

Vim aqui agradecer seus comentarios no meu blog. Me MATAM DE RIR! ADORO!!!!
BRIGADUUUUUUUUUUUUUU!!!!

Nao se mate pq vc nao ganhou o sorteio! Vao ter mais 2, muitos, varios! Eu adoro um sorteio!!!! hehehe

Bjos
Livia
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